Rinha de onças
Novembro 8, 2007

A chegada da coleção de Cavalli à H&M hoje fez lembrar um grande zoológico. Os portões, cobertos por tapetes vermelhos, foram abertos pontualmente 10h da manhã, quando homens e mulheres começaram a brigar como onças selvagens por estampas de zebras e leopardos. Esgotou tudo em exatos 10 minutos.
Localizada no Passeio de Gràcia, vizinha a Puma e a poucos metros da Gucci, Valentino ou Dior, a magazine sueca ganhou ares de feira. Supresos com o movimento, os sofisticados vizinhos obeservam à distância o burburinho e a tonelada de fotógrafos que registravam o momento.
Cheguei à loja faltando quinze minutos para abrir e já encontrei uma fila de algumas centenas de metros. Jovens, en sua maioria, combinavam antes de entrar suas estratégia para conseguir agarrar o maior número de peças possível. Atràs de mim, uma senhora na casa dos 70, me perguntava se teria o número 46 na coleção. Entrei cinco minutos depois de a loja abrir e já não sobrava muita coisa nas araras. Como numa rinha, mulheres brigavam por vestidos e blusas sem se preocupar com os tamanhos. Qualquer Cavalli que conseguissem agarrar já estava valendo. Quando um vendedor passava com alguma oncinha, era imediatamente atacado pelas feras.
Saí de lá meia hora depois com quatro lindas peças e vários arranhões. Dois vestidos comprados sem experimentar e uma calça jeans já estão meu armário. A camisa que comprei para o meu marido teve que ser devolvida.
- Você está devolvendo um Cavalli? reagiu com surpresa o vendedor.
Me custou explicar que ele não tinha gostado. Imediatamente, surgiu uma nova fila atrás de mim querendo comprar a camisa, mas o gerente encerrou o assunto dizendo que aquela era dele.
Cavalli dado não se deveria olhar os dentes…
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