Do XXS ao XXL
Outubro 7, 2007
Apesar da estréia das balanças nas passarelas, que vetaram modelos anoréxicas nos desfiles, a moda continua cruel com as curvas ou pneuzinhos em excesso. Com um 38 cada vez mais enxuto, muitas mulheres – e meninas – encontram dificuldade para comprar roupas que lhes caiba. Cheguei à Espanha há dois anos acreditando que poderia relaxar com a dieta. Longe da impiedosa areia de Ipanema, pensei que passaria desapercebida perto das peitudas e cheinhas espanholas. Pois me enganei. A globalização havia chegado aos tamanhos e as meninas magérrimas destacavam meus <<michelines>>. Na Zara, de grande só o lucro ou as vendas. A coleção TRF, para jovens, chega a ser uma ofensa de tão pequena. Muitos vezes, tive que abandonar vestidinhos lindos porque o G não fechava o botão.
Outras lojas, no entanto, parecem ter começado a abrir os olhos para o grande mercado que estavam perdendo. Um pouco mais generosa nos tecidos, a magazine sueca H&M dedicou uma área às “gordinhas”. Mesmo distante do que se pode chamar de “trend”, já é alguma coisa ter roupas básicas nos tamanhos 46 ou 54. No mesmo caminho, vai o “El Corte Ingles”, que abriu espaço à Síntesis XXL. A Mango, que sempre fez roupas estilo Twiggy, contratou a modelo Crystal Renn, de tamanho 42/44, para anunciar que alargaria suas coleções até o 46. Há anos no mercado XL de alta costura, a estilista espanhola Elena Miró brilhou na semana de moda italiana “curve-à-porter”.
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1.
bernardo | Outubro 8, 2007 at 4:12 am
“Muitos vezes, tive que abandonar vestidinhos lindos porque o G não fechava o botão”…
…me lembrou frases como:
“Basta de impunidade”
“Estão matando nossas crianças e ninguém faz nada”
“Onde está a ética?”
Viva a indignação cívica!