I’m not a plastic bag
Setembro 18, 2007
Quando cheguei à Espanha, estranhei muito que a maioria dos supermercados cobrasse pelas bolsas plásticas. É verdade que são mais resistentes que as oferecidas gratuitamente e em abundância nos mercados brasileiros, mas me parecia uma muquiranice sem tamanho. Também via gente levando sua própria bolsa de casa e isso me horripilava ainda mais. “Que mãos de vaca”, pensava.
Depois de um tempo, entendi que era uma atitude ecológica. As bolsas eram mais resistentes para que durassem mais e pudessem ser reaproveitadas cada vez que se fosse de compras. Aqui, é comum as lojas perguntarem se você quer uma bolsa. Na hora de fazer uma troca, a que você leva é aproveitada em vez de parar no lixo. Tudo em nome do meio ambiente.
Com a proposta de ser uma embaixatriz da causa, a designer inglesa Anya Hindmarch lançou a charmosa “I’m not a plastic bag” (Eu não sou uma bolsa plástica). Pelo módico preço de 5 libras, se esgotou imediatamente, já que era uma edição superlimitada. A revista Vanity Fair distribuiu algumas para que ultra-VIPs fizessem propaganda. Vários já foram fotogrados com a bolsa, como a atriz Keira Knightley.
Hoje, para comprar pelo site da estilista, só recebendo um convite da própria. Em compensação, no Ebay tem aos montes. Isso sim, por no mínimo 180 dólares.
Entry Filed under: Uncategorized. .
2 Comments Add your own
Leave a Comment
Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>
Trackback this post | Subscribe to the comments via RSS Feed
1.
Regina Celia | Setembro 21, 2007 at 5:40 pm
Antigamente, era comum levar a própria bolsa à feira e ao mercado ( pelo menos, aqui no Brasil ). Eu, quando criança, tinha uma bolsinha em tamanho pequeno, para acompanhar minha avó às compras. Sentia-me “poderosa”!
Ninguém pensava em Ecologia, simplesmente, respeitava-se a Natureza! As bolsas, que ainda existem e resistem, ficam em casa, esquecidas, por comodidade, só encontradas em época de grande faxina e usadas em caso de extrema necessidade.!
Que tal lançar a moda aqui? Duvido que não “pegue”.
Aliás, sem chance! Brasileiro não faz compras como o europeu, havia me esquecido do detalhe. Aqui, se compra tudo às toneladas!!! As lindas bolsas iriam parar na praia, no shopping e só Deus sabe …
2.
Carol | Setembro 22, 2007 at 10:07 am
Me lembro daquelas bolsas de papelão com alça de plástico, que depois se faziam pulseirinhas coloridas…
Aqui, muito gente tem carrinho, tipo de feira, mas fechado. Bem prático. Mas é verdade que as pessoas fazem as compras aos poquinhos. E mais: cada coisa num lugar.